sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Métodos para prevenir o suicídio na escola ou em casa:
• Identificar estudantes com transtornos de personalidade e oferecer apoio psicológico;
• Criar vínculos próximos com os jovens conversando com eles e tentar compreendê-los e ajudá-los;
• Aliviar o stress mental;
• Ser observador e treinado para o reconhecimento precoce de comportamentos suicidas, seja através de comunicações verbais e/ou mudanças de comportamentos;
• Ajudar alunos menos habilidosos com os seus trabalhos escolares;
• Desmistificar os transtornos mentais e ajudar a eliminar o abuso de álcool e drogas;
• Encaminhar os estudantes para o tratamento de transtornos psiquiátricos, e abuso de álcool e drogas;
• Restringir o acesso dos adolescentes a métodos possíveis de suicídio – drogas tóxicas ou letais, pesticidas, armas de fogo e outras armas, etc.

O que fazer quando alguém tenta suicidar-se? Como evitar que a pessoa em questão repita a tentativa?
Como já verificámos anteriormente, há várias razões que podem vir a fazer com que alguém se suicide, uma delas é, por exemplo, a falta de integração na sociedade.
Desta forma, há que incentivar o potencial suicida a participar na vida, vivê-la e fazer os possíveis para que este volte a encontrar a essência da mesma, ficar com vontade de participar nela, ao invés de terminar com ela.
É também aconselhado a fornecer um bom ambiente geral, quer em casa quer no estabelecimento de ensino, como referido atrás.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Prevenção do suicídio na adolescência

Para prevenir o acto do suicídio é conveniente manter alguns factores a fim de promover condições ao adolescente que lhe forneçam estabilidade emocional e intelectual como por exemplo:
Padrões familiares:
• Bom relacionamento com familiares;
• Apoio familiar.


Personalidade e estilo cognitivo:
•Facilidade no relacionamento a nível social;
•Auto-confiança nas suas conquistas;
•Capacidade de procurar ajuda quando surgem dificuldades, como em trabalhos escolares ou outros;
•Capacidade de procurar conselhos quando decisões importantes devem ser tomadas;
•Estar aberto às sugestões e soluções provindas de outras pessoas mais experientes;
•Estar aberto ao conhecimento.



Factores culturais e sócio-demográficos:
• Facilidade de integração social, através da participação em desportos, clubes ou outras actividades;
• Bom relacionamento com colegas de escola;
• Bom relacionamento com professores e outros adultos;
• Aceita a ajuda de pessoas relevantes.
Figura 7 – Bom relacionamento entre colegas.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Noticia : Taxa elevada de suicídio no Alentejo
Os idosos que vivem isolados em zonas rurais e os jovens com depressão são os dois grandes grupos de risco de suicídio no Alentejo, a região do País com o maior número de casos, disse ontem o médico Mário Jorge Santos, membro da Sociedade Portuguesa de Suicidologia
Segundo o especialista – que participa num seminário sobre o tema em Beja –, a maior taxa de suicídio regista-se no Litoral, nomeadamente no concelho de Odemira, e nas zonas rurais, onde vivem pessoas isoladas.
Abuso de álcool ou de droga, expressão de pensamentos suicidas, ou focalizados na morte, e de sentimentos de desespero são alguns dos sinais de alarme.

Jornal Correio da Manhã
Traços psicológicos e comportamentais de um adolescente suicida:

·       Fraca auto-estima;
·       Dificuldade de identificação sexual, homossexualidade;
·       Comportamento delinquente ou desviante;
·       Consumo de alcóol, drogas ou outros químicos;
·       Mensagens verbais e alusões ao suicidio, directas ou indirectas;
·       Trantornos de apetite (anorexia/bulimia);
·       Transtornos de sono (insónia/hipersonia);
·       Tristeza;
·       Mutismo;
·       Irritabilidade, cólera ou raiva;
·       Falta de motivação para a vida escolar, sentimental e social;
·       Negligência com a aparência;
·       Sentimentos de desvalorização;
·       Falta de emoção;
·       Isolamento físico e psicológico. 

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A psicologia do Suicida


Significado do acto suicida          
Embora aqueles que rodeiam o adolescente suicida vejam o acto do suicídio deste como um acto infantil ou uma forma de chamar a atenção, o suicídio é algo muito maior e mais complexo que isso.       
Para começar a compreender este acto, temos que primeiro perguntar a nós próprios por que alguém desejaria acabar com a própria vida e tentar suicídio? Certamente não será uma decisão fácil de tomar, seja em que idade for, mas tenhamos em atenção que é na adolescência que muitos destes casos ocorrem.      
Ao tentar responder a essa pergunta, facilmente chegamos à conclusão de que vários autores (por exemplo, Crumley, 1982; Joffe, 1989; Laufer, 1993) tinham razão ao dizer que as tentativas de suicidio são sempre sinal de um estado mental deteriorado e de uma patologia grave.        
Para compreender melhor uma tentativa de suicidio na adolescência, temos que examinar o acto em si e o seu significado. Sampaio (1995) afirma que apesar de ser um gesto individual, o suicidio tem um significado relacional. Este autor refere que a tentativa de suicidio na adolescência pode ser dividida em quatro tipos fundamentais, nomeadamente:
·       Apelo – O adolescente tem como intenção pedir ajuda;
·       Desafio – O jovem pretende com o seu gesto contestar uma certa autoridade.
·       Fuga – O adolescente tenta suicidar-se com a intenção de escapar a sentimentos negativos e ao isolamento em que possa ter caído.
·       Renascimento – Com a sua morte, o adolescente pretende renascer de forma diferente.
Sampaio afirma ainda que existem factores predisponentes a uma tentativa de suicídio, tais como histórias familiares ou da pessoa em questão de depressão ou suicídio; historial de problemas psiquiátricos ou de dependência a substâncias químicas; personalidade impulsiva, que na presença de uma situação limite, leve ao comportamento suicida.        


O Adolescente Suicida

A adolescência é um período conturbado e difícil, cheio de mudanças a nível físico, emocional, intelectual e sexual.   
Tal como Catalina Bronstein afirma, a auto-imagem da criança pré-adolescente dá lugar à tomada de consciência de um corpo cambiante, um corpo sexual maduro que anuncia a chegada de uma nova identidade, novas liberdades e novas responsabilidades, e o indivíduo tem que ter a capacidade para enfrentar estas mudanças, capacidade essa influenciada por muitas caracteristicas de personalidade construidas na infância.           


Figura 4 - Muitos adolescentes pensam no suicídio como uma escapatória da sua tristeza.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A Família:
Segundo os estudos efectuados pelos técnicos de saúde mental, reflectido nos relatórios da OMS, a família é um dos principais factores de risco, pois é o meio onde o adolescente se desenvolve, e quando o meio familiar se encontra em desequilíbrio, o adolescente tende também para o desequilíbrio, sendo mais difícil ainda enfrentar as mudanças do seu desenvolvimento.
Vários problemas podem estar subjacentes à família, tais como:
·       Conflitos parentais e conjugais;
·       Abuso físico/psicológico;
·       Violência Doméstica;
·       Alcoolismo de um dos pais;
·       Dificuldade ou falta de comunicação;
·       Rejeição do Adolescente;
·       Dificuldade em negociar ou aceitar as suas obrigações e direitos;
·       Falta de apoio dos parentes;
·       Dificuldades Económicas.




A sociedade:
·       A integração num grupo e aceitação pelos pares, as tentativas de sucesso são uma das causas dos sentimentos negativos dos adolescentes. Os fracassos nesta área são uma causa frequente de depressão e angústia.
·       O papel de “pequeno adulto” que os pais, os professores e o meio que os envolve exige que se responsabilizem pelos seus actos e que tomem decisões difíceis que muitas vezes ainda não estão preparados para ter.


Factores Físico/Psicológicos:
·       Os adolescentes sofrem uma alteração do seu “eu”, devido às mudanças corporais, e quando o seu corpo se altera o adolescente perde o referencial que possuía, sentindo-se desorganizado, desajeitado, pouco atraente.
·       O adolescente ao sentir-se desinteressante apresenta logo uma baixa auto-estima, experimentando alterações no apetite e no sono, culpabilizando-se da sua má aparência. A baixa auto-estima faz com que se veja a si mesmo como sem valor, feio, desinteressante e cheio de falhas pessoais.
·       Os sentimentos angustiantes e depressivos levam, invariavelmente, a prejuízo na saúde, na escola, no relacionamento familiar e social.
·       A nível sexual, o adolescente sente-se pressionado em definir a sua identidade sexual para poder estabelecer uma relação com outro, o que faz com que se sinta ainda mais ansioso.





Factores Emocionais/Afectivos:
·       Para o adolescente o lado emocional é muito impetuoso (agir sem pensar), onde tudo está revolto:
o    O corpo;
o   As relações e as exigências sobre ele.

·       A Adolescência é o período onde surge o descobrimento das relações amorosas, sendo por vezes tão fortes que o adolescente não consegue suportar a sua perda. A sua dor é tão intensa que tem a impressão que nunca mais recuperará e voltará a ser feliz.